segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Sad Trees

Árvores arcadas pela ação do vento (Porto - Fev/2009)
Na rua do Covelo há o Parque do Covelo
No Parque do Covelo há um bosque
No Bosque vivem as árvores tristes,
Ou meio felizes.
Depende do meu humor quando passo por elas todas as manhãs.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Gota Tropical

Chuva no jardim (Gravatal - Jan/2010)
Dá pra sentir até o cheiro

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Arroz de Pato com Esparregado


Meu casamento, que começou atípico para os padrões da época, 
afinal lá se vai quase uma dezena de anos, 
também manteve a tradição na hora do enlace propriamente dito. 
Só visto!
Foi mesmo uma questão de visto, 
visto que a data foi marcada tendo em vista o fim do visto, perceberam?
Nós decidimos por ir a conservatória, 
casar e voltar para casa. 
E foi o que fizemos.
Não sem antes preparar uma recepção privada para nossa pequena família lusa 
regada com vinho tinto de excelente qualidade.


E lá fomos nós casar, os noivos, os pais do noivo, os cunhados da noiva e o avô velhinho.
Casamos, voltamos para casa e almoçamos a grande, um menu português preparado pela noiva brasileira.

Arroz de Pato

E foi ele, o Arroz de Pato com Esparregado, que comemos no dia do nosso casamento, assim como, foi também a minha primeira incursão na cozinha portuguesa.
Eu precisava, para aquele dia, de algo que, em grande quantidade, pudesse ser preparado na véspera e fosse prático na hora de servir pois eu faria tudo sozinha.
É claro que a Lena foi a minha salvação, não só nessa ocasião, como em muitas outras e ensinou-me a fazer o tal do Arroz de Pato para os patos que se iam casar.

Para começar precisamos de um pato, este aqui tinha quase 3 kilos


incluindo os miudos que vieram dentro de um saquinho na barriga do bicho


E para temperar a agua do cozimento:
1 cebola com cravos-da-india espetados
3 dentes de alho
3 folhas de louro e
1/2 salpicão inteiro
(a outra metade do salpicão reserva-se em rodelas para decorar o prato)

Junta-se tudo na panela de pressão
cobre-se com água e
acrescenta-se sal e pimenta preta a gosto


 Deixa-se cozer por 2 horas na pressão - Exagerada!!!!
A finalidade de cozer por tanto tempo é para desfazer toda a gordura do pato e soltar as carnes dos ossos


Coa-se o líquido do cozimento e reserva-se num recipiente fechado dentro do frigorífico (geladeira) por algumas horas, separa-se os miudos e o salpicão e descarta-se os demais temperos (cebola, alhos e louro)
Retira-se todas as peles do pato (que saem facilmente) e todos os ossos que são também descartados


Desfia-se então os miúdos do pato
Pica-se o salpicão que cozeu junto com o pato

Desfia-se todas as carnes do pato e junta-se tudo (carnes, salpicão e miudos).


Retira-se então toda a gordura do líquido do cozimento, que se separou depois de algumas no frigorífico (geladeira)
Com cuidado, utilizando uma colher, conseguimos retirar e descartar toda a capa de gordura

O caldo refrigerado (sem a gordura) tem a textura de uma gelatina e vai ser utilizado para cozer o arroz


Faz-se então um refogado com bastante azeite, cebola e alhos e acrescenta-se o caldo do pato

 Deixa-se ferver e junta-se o arroz que não deve cozer totalmente e ainda ficar um pouco úmido para terminar de cozer no forno.


(Nota-se que o arroz ainda está um pouco rijo e úmido)


Numa assadeira monta-se uma camada com metade do arroz e, por cima, deita-se todas as carnes desfiadas


Por cima das carnes, monta-se outra camada com o arroz restante


Cobre-se com as rodelas de salpicão que estavam reservadas e vai ao forno quente por 1/2 hora para acabar de cozer e secar o arroz.
(Utilizei ainda algumas partes do bacon fumado da Polenta)

Está pronto.
No meu casamento foi tudo preparado na véspera.
Deixei o Arroz coberto e só pus no forno na hora que chegamos em casa.
O esparregado também já estava pronto e foi só aquecer.

Enfim, os patos casaram, o Arroz estava bom, 
e o casamento vai bem obrigada.