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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Must Have - Outono/Inverno


Eles chegaram: o Outono e a respectiva encomenda.
Pode começar a chover... Agora vou hibernar.



Durante os meses de verão, fiz uma lista dos livros que "gostaria" de ler num futuro próximo.
Num dia qquer de Setembro, qdo fui utilizar o "vale-presente" q minha cunhada ofereceu-me no meu aniversário, dei um passo adiante e materializei minha intenção por completo.


As Loucuras de Brooklin (Paul Auster) 
É daqueles autores que eu me pergunto: - Como é que só fui descobri-lo agora?

Correcções (Jonathan Frazen)
O J comprou "Liberdade" e está adorando

Clarabóia (José Saramago) 
Último romance editado após sua morte - Dispensa justificativas
Na verdade trata-se de uma reprodução fiel ao original de 319 páginas, terminado em 1953, assinado com o pseudônimo de "Honorato" e narra a história de um prédio com 6 inquilinos

Rio de Sangue (Tim Butcher) 
Uma aventura jornalistica no coração de África
Já lemos outro livro dele nas férias (Caça do Diabo) e adoramos


O Tigre Branco (Aravind Adiga)
Man Booker Prize - Já vale o respeito pelo prêmio

Tb li sobre ele num blog (privado) que acompanho e, com todas as 2as intenções, ofereci de presente de aniversário a minha cunhada que gostou, adotou e, inclusive para minha alegria, comprou o 2o livro dele recentemente lançado em Portugal :)



Os Outros que Somos (Ercy Soar)
Sim, ele é meu primo... porém... independentemente do grau de parentesco, fiquei ansiosíssima pelo livro assim que li alguns posts sobre o mesmo no blog do autor.

Dentro de La Pregunta (Henriette Lannes)
Coisas de G... sempre bem-vindas e fundamentais




E as 2 boas escolhas que meu pai trouxe-me do Brasil
1822 (Laurentino Gomes)
O Homem que Matou Getulio Vargas (Jô Soares)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Shantaram


Apesar de adorar Haruki Murakami, decidi por eleger como o meu livro do ano SHANTARAM de Gregory David Roberts. Diria mais, Livro do Ano e da Década, pois não me lembro de ter lido algo tão bom nos últimos 10 anos. A idéia de ler o relato de um ex-presidiário a viver no meio da máfia em Bombaim nada mais me dizia do que a certeza de que eu iria abandonar a leitura enfadonha nas primeiras páginas. Mas o inesperado aconteceu e eu caí esparramada dentro deste livro e não o consegui largar até ter terminado a leitura e ter esgotado todas as buscas possíveis na internet sobre mais informações que envolvessem o autor e tal romance. Saturadas as buscas, fiquei num limbo literário até hoje a procura de algo tão surpreendentemente envolvente e humano.

Gregory David Roberts narra em SHANTARAM a sua própria aventura de vida. Antigo revolucionário, viciado em drogas, assaltante, aportou a Bombaim fugindo à justiça Australiana. Depois de múltiplas aventuras, acabou por cumprir, o resto da pena de prisão na Austrália natal, tendo sido na cadeia que escreveu este romance, por duas vezes destruído pelos guardas prisionais antes que conseguisse terminá-lo e convertê-lo num imenso êxito editorial em todo o mundo. Hoje é já um homem livre, que se dedica a difundir sua obra e a sua filosofia de vida, estando a preparar a segunda parte de SHANTARAM.

Muitas críticas e resenhas há para ler por aí... Para mim bastou a primeira página do primeiro capítulo que transcrevo abaixo:





Eu era um revolucionário que perdera os ideais em heroína, um filósofo que perdera a integridade no crime e um poeta que perdera a alma numa prisão de alta segurança. Quando fugi, saltando o muro, entre as duas torres de vigia, transformei-me no homem mais procurado do meu país. A sorte acompanhou-me e voou comigo através do mundo para a Índia, onde me juntei à máfia de Bombaim. Trabalhei como traficante de armas, contrabandista e falsário. Fui preso em três continentes, sovado, apunhalado e passei fome. Fui para a guerra. Enfrentei as armas inimigas. E sobrevivi, enquanto outros, em meu redor, morriam. Eram melhores do que eu, na sua maioria: homens melhores cujas vidas foram destruídas por enganos e desperdiçadas pelo momento errado do ódio, do amor ou da indiferença de alguém. E enterrei muitos desses homens, enterrei-os e lamentei as suas histórias e as suas vidas, como se da minha se tratasse.

Reproduzo ainda uma das minhas passagens favoritas:

Qualquer que fosse a razão, sentia-me desanimadoramente só na cidade. Perdera na mesma semana Prabaker e Abdullah, os meus amigos mais íntimos, e, com eles, perdera  a marca no mapa psíquico que diz "Você está aqui". A personalidade e identidade pessoal são, de algum modo, como as coordenadas no mapa de rua traçado pela intersecção das nossas relações. Sabemos quem somos e definimos o que somos através de referências às pessoas que amamos e às nossas razões para os amar.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Haruki Murakami


Orgulho-me em dizer que, dos livros traduzidos para Português do escritor Haruki Murakami, eu li todos.
Li e tenho-os todos alinhadinhos na nossa estante quase como um objeto de estimação.

Eu e JM, fica aqui para ele o crédito de o ter descoberto, sempre que passamos nalguma livraria ou sessão de livros do supermercado, de rabo-de-olho verificamos se não há mais um lançamento traduzido do Murakami.

Adoro chegar em casa e presentear o JM com  um livro novo que ainda cheira à tinta da impressora. Não me importo de ser ele o primeiro a ler, visto que eu sou daquelas leitoras que quando gosto do livro, economizo na leitura que é pra demorar a acabar. Já o JM por sua vez, é o oposto, devora página após página madrugada adentro e pela manhã, lá está o livro inteiramente disponível pra mim.

A minha febre começou em 2007, quando viajei a trabalho com 3 marmanjos aqui da empresa e, prevendo a enfadonha conversa de circunstância no avião, precavi-me com um tijolo de 500 páginas que o JM dizia ser maravilhoso. E era, foi, é e continua sendo um dos meus novos autores favoritos.


Há algumas versões traduzidas no Brasil, assim como um monte de adoradores tb. Eu particularmente prefiro os romances aos contos, apesar destes serem tb ótimos. Acontece que os contos sempre deixam-nos com sabor de "quero mais", de querer vivenciar mais o personagem, adentrar e seguir caminho na história.

Haruki Murakami escreve coisas do dia-a-dia com pitadas de surrealismo fantástico que nos arrancam os pés do chão.

O meu preferido é o "Crônica do Pássaro de Corda" (The Wind-Up Bird Chronicle)... uma maravilha que plana entre o surrealismo e o Japão cotidiano atual. No segundo degrau do podium está "Em Busca do Carneiro Selvagem" (A Wild Sheep Chase).

Recomendo vivamente.