quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gnocchi do Jamie Oliver


Ou nhoque para quem é brasuca :)

Esta receita é polêmica... há mais blogs a fazer reclamações do que a elogiar
Eu acerteeeei... Eu acerteeeei... e ELOGIO com maiúsculas.
É como eu já disse por aqui, o Jamie dá dicas que são fundamentais.
No caso do Gnocchi a dica está em "assar as batatas" e no ponto da massa.
Assar as batatas retira a água e, consequentemente, a massa fica mais consistente, encorpada e saborosa.

De início, deixo aqui o link para o blog que me orientou na receita, já que no site do Jamie Oliver esta receita não está disponível.
Confesso ainda que, distraidamente, utilizei farinha de trigo qdo a receita indica farinha de milho ou sêmola de trigo. Fico com o compromisso, e a curiosidade, de testar com mais estas duas opções e depois conto, se der certo, claro!


Lavei e assei 7 batatas de tamanho médio até o ponto em que, espetando com um garfo, elas mostraram-se tenras.
Cortei ao meio, deixei arrefecer alguns minutos e raspei a polpa com um colher de sopa.


Numa taça deitei as batatas, transformei em purê com o garfo, acrescentei 1 gema, sal e pimenta a gosto... incorporei tudo e comecei a trabalhar a massa com as mãos numa base enfarinhada.


Peneirei a farinha abundantemente sobre a mesa e sobre a massa de batatas.
Com as mãos fui rolando a massa e incorporando a farinha até atingir um ponto em que se sente que já é possível moldar uns rolinhos com espessura de uns 2 cm mais ou menos.

Moldei cada gnocchi com as mãos cobrindo-os externamente com mais um pouco de farinha.
Amassei cada bolinha com a ajuda das pontas de um garfo e levei-os a cozer.

Obs.: Eu não tenho certeza de quanta farinha utilizei mas, posso garantir que foram mais de 2 chávenas cheias... talvez até umas 3... A gente tem que sentir que a massa não fique muito pesada nem que se vá desfazer. A melhor solução é moldar alguns e cozê-los para sentir a consistência... se estiverem muito moles é só adicionar mais farinha.

Cozi-os em uma panela cheia de água a ferver com 2 colheres de azeite e uma colher de sal.
Quando os gnocchis sobem a tona estão prontos para serem retirados.

Importante:
Nao deixar os gnocchis cozerem mais do que um minuto após subirem à superfície
Assim que retirá-los envolvê-los com o molho ou regá-los com um fio de azeite.
Não cozê-los todos de uma vez... ir colocando a ferver e retirando aos bocados.

domingo, 8 de maio de 2011

Massa de Pizza do Jamie Oliver


O Jamie Oliver tem sido mesmo um bom amigo!
É com ele que acabo sempre por encontrar a solução para os meus dilemas culinários.
As suas receitas contem sempre as dicas mais acertadas para obter bons resultados.
Isto sem falar na segurança e motivação que ele me proporciona através daquele seu jeitão simpático e cheio de energia.
O achado da vez é esta massa de pizza crocante e saborosa que leva semola misturada a farinha.


Aqui em Portugal eu só encontro esta semolina ou sêmola (meio grossa para o meu gosto) e tb não sei que tipo de farinha é a "Farinha 00" que ele comenta na receita original (ver aqui a receita no site do Jamie)

Entretanto, respirei fundo, arrisquei com os ingredientes que tinha e gostei bastante do resultado... tanto gostei que esta massa é convidada frequente nos finais de semana aqui em casa.

Primeiro preparo o fermento com 300ml de água tépida (bem morninha) onde acrescento 1 colher de sopa rasa de açúcar mascavado (açúcar mascavo) e mais ou menos 6g de fermento para pão.
Deixo descansar por uns 15 minutos


Numa taça, para evitar acidentes, pois eu sou super atrapalhada e sempre que fiz o tal procedimento diretamente sobre a mesa metade da massa acabou espalhada pelo chão... blergh!!!
Bom, voltando...

Numa taça, junto 400g de farinha de trigo, 100g de semolina/sêmola e 1 colher de sopa rasa de sal
Misturo tudo, faço um furo no meio e acrescento
2 colheres de sopa de azeite e o fermento
Misturo com uma colher até incorporar os ingredientes


Finalizo amassando com as mãos até formar uma bola homogênea que lubrifico com umas gotas de azeite, corto em cruz a parte superior e deixo descansar abafada com um pano até dobrar de volume.


Numa base polvilhada com farinha, volto a trabalhar a massa retirando todo o ar e abrindo com o rolo no formato desejado.
Esta massa pode ser pré-assada ou ir direto ao forno.
Aqui em casa, como o forno é manhoso e não aquece acima dos 250ºC e nós gostamos de massa crocante, eu prefiro pré assar a menina, na parte inferior do forno, por 10 minutos.

Só então ponho a cobertura ao gosto do freguês e volta ao forno por mais 15 minutos.

Hoje a cobertura foi:
Cebolas cortadas em meias luas muuuuuito fininhas
Tomates cortados em rodelas mais fininhas que as cebola
Algumas rodelas de salsichão
Queijo de cabra ralado grosso
Aspargos em conserva
Azeitonas, orégãos (oréganos) e um fio de azeite


Para a pizza acima utilizei somente 1/4 da massa preparada que, por sua vez, já era metade da receita do Jamie.
Com o restante da massa, pré assei na própria assadeira grande do forno, uma base quadrada que depois cortei em 4 pedaços menores para congelar e ainda, rendeu mais 2 calzones médios de atum recheados com cebola, tomates, atum e azeitonas sem caroço.


(todas as imagens ampliam quando clicadas)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Bacalhau a Zé do Pipo


Bacalhau multi-funções ou tira-trauma:
Para quem acha que não gosta de cozinhar
Para quem acha que não sabe cozinhar
Para quem confessa que tem mesmo medo de cozinhar
Para saciar a fome de glutões

O Bacalhau a Zé do Pipo é tão fácil, tão simples, rende tanto e é tão bom que eu acho até covardia servir este prato para os estômagos glutões lá de casa, grandes apreciadores de comidas calóricas que, obviamente, aprovaram-no raspando o prato.

Vale lembrar que esta é tb uma daquelas receitinhas que varia bastante na forma como é confeccionada... Eu adotei esta como representante da minha primeira incursão no capítulo "Bacalhaus a moda do tal Sr. Zé do Pipo"


Faço assim:
Preparo um purê de batatas somente cozidas em água e sal.
Com a ajuda de 2 colheres de sopa distribuo montinhos do purê ao redor da assadeira previamente untada com azeite.
No meio preencho com uma rica camada de cebolas douradas (ver como fazer aqui)


Por cima das cebolas monto outra camada desta vez com lascas de bacalhau sem espinhas que foram previamente cozidas em água e sal por 5 minutos.
(Cozer as postas por 5 minutos, deixar arrefecer e tirar as espinhas e peles)


Por fim, por cima do bacalhau, espalho generosamente (a gosto) uma camada de maionese.
Enfeito com umas azeitonas para ficar com cara de assado da casa da avó e levo ao forno para gratinar.

Acontece que a maionese se desfaz e envolve as lascas de bacalhau criando um creme delicioso que se mistura com as cebolas e a cama de purê... É BOM E ENGORDA!



(Obs.: Para os mais entendidos, explico que eu omiti aqui a tal camada de picles, pois ainda não me adaptei ao excesso de vinagre dos picles ao gosto português)