sexta-feira, 3 de junho de 2011

Serra da Freita - PR7


A 60km do Porto situa-se a Serra da Freita, uma extensa região rural lindíssima, tipicamente uma das caras aqui do Norte. As vaquinhas pastam entre relva e rochas, o céu parece mais azul e o cheiro é... é o cheiro de lá... não encontro uma metáfora para reproduzir a experiência olfativa.


E lá fomos nós, a título de primeira experiência do tipo "Caminhada Familiar", numa incursão pedestre pela natureza. A maior parte destas áreas demarcadas possuem trilhas bem sinalizadas que, dependendo das cores e grafismos, indicam o caminho correto e o grau de dificuldade com que vamos nos deparar.


Cautelosamente, optamos por fazer a primeira parte de uma das trilhas de dificuldade baixa (PR7 - Nas Escarpas da Mizarela) que nos levou até a "Frecha da Mizarela", uma cascata super charmosa considerada uma das mais altas de Portugal que, com sua simplicidade frente a minha experiencia latina, relembrou-me da imensidão do patrimônio natural que temos disponível na Serra do Mar/Brasil.


A nossa caloura de 6 anos e poucos kilos, suportou super bem a caminhada e, apesar de algumas queixinhas de dondoca urbana, mostrou-se super curiosa por tudo. Divertidamente alternava entre me encher de perguntas e, repentinamente, pedir para que eu me calasse porque ela queria desfrutar dos sons da natureza.


O nosso campo de visão esteve preenchido por 5 cores, que eu diria, insistentes:
  • Azul (céu)
  • Branco (Nuvens)
  • Verde (Vegetação)
  • Cinzento (Rochas)
  • Amarelo (Maias)
 

    As Maias (flores do campo da época da Páscoa) são um espetáculo a parte nessa época do ano. Contrastando com todos os outros elementos a sua volta, vibram e inebriam a paisagem.





    Com certeza, "re"tomei gosto pela coisa e agora já ando na pesquisa por novos percursos de dificuldade baixa, ou zero, melhor dizendo :)

    sábado, 28 de maio de 2011

    Lulas Recheadas


    Lulas Recheadas de Lulas
    Adoro!
    Parece que dá trabalho, mas não.
    É do tipo fazer "Tudo ao mesmo tempo agora" 

    O ingrediente principal, claro, são as lulas limpas e separadas dos tentáculos + miolo de pão

    Separo as lulas maiores e inteiras para serem recheadas.
    Pico os tentáculos e as lulas furadas, partidas ou muito pequenas e
    Pico uma taça de pão amolecido, seco ou congelado. (Pão ralado/farinha de rosca não serve)


    O primeiro passo é preparar o recheio:
    Refogo cebola e alho em azeite até o ponto em que queiram começar a dourar.
    Acrescento as lulas picadinhas e deixo cozinhar
    As lulas soltam muita (mesmo muita) água... água esta que vai nos proporcionar um molho saboroso e salgado pois, as lulas, como o polvo, já trazem uma dose generosa de sal por si próprias.
    Junto a este caldo massa de pimentos (pimentão vermelho), molho de tomate, uma folha de louro e alguma pimenta preta moída.


    Deixo cozer por volta de 10 minutos, provo os temperos e finalizo juntando o miolo de pão e coentros frescos picados (utilizei somente metade do pão que mostrei acima)
    O pão absorve todo o molho e transforma-se numa deliciosa e saborosa massa para rechearmos as lulas.


    Com uma colher pequena (pois gosto das lulas pequenas) encho até a metade do volume os corpos das lulas e fecho com palitos de dente partidos ao meio.

    Volto a repetir outro refogado de cebolas e alho em azeite, junto as lulas e deixo-as cozer por uns 5 minutos.
    As lulas branqueiam ao cozer, ao mesmo tempo em que incham e preenchem o espaço vazio que deixamos no seu interior. (Se enchermos demais elas estouram)


    Junto então mais molho de pimento, molho de tomate e, se for o caso, o recheio que sobrou.
    Tempero com mais uma folha de louro e junto alguma água.

    Desculpem, mas já devem ter notado que não consigo precisar as quantidades :)
    Nota: Neste prato não foi necessário adicionar sal... o sal próprio das lulas foi suficiente.

    Deixo cozer até as lulas estarem tenras e sirvo com puré de batatas.


    terça-feira, 24 de maio de 2011

    Tortillas


    Nós, os 3, AMAMOS TORTILLAS
    Só há um porém, é que um de nós só tem 6 anos, o que significa: "picante nivel zero"
    Que, por sua vez, levou-me a começar a fazer as tortillas em casa.
    E faço mesmo muitas vezes, pois somos capaz de comer tortillas dias seguidos.

    Então, é assim:
    Começo pela carne picada (moída) bem refogadinha em azeite, até a bichinha secar e querer começar a pegar no fundo.
    Acrescento então as cebolas e os alhos picados mexendo bem para que estalem e soltem um pouco dos sumos.


    Quando tenho, utilizo pimentos frescos (pimentões) e deixo refogar como fiz com a cebola...  ou, na falta dos pimentos, utilizo uma boa dose de massa de pimentos (pimentão) que acrescento juntamente com a massa de tomate e um pouco de água.
    Tempero com louro, sal e um pouco de pimenta preta moída e deixo refogar.


    Por fim, junto uma dose de milho e igual quantidade de feijão vermelho cozido em agua e sal
    Deixo apurar mais alguns minutos e o molho está pronto para montar as tortillas.



    Numa frigideira aquecida douro as tortillas.
    Recheio em seguida, com o molho ainda quente adicionando por cima pedaços de queijo que vão derreter com o calor do recheio.

    Para os adultos, rego generosamente com molho Tabasco e, temos assim, tortillas picantes ao gosto de cada cliente.