segunda-feira, 20 de junho de 2011

Caldo Verde


Eu não tenho noção se esta receita é a tal "Tradicional Portuguesa", mesmo porque, 
tudo que é tradicional por aqui tem as suas inúmeras variações.
Mas tb como não sou daqui, dou-me o direito de ir tateando e me adaptando sempre, claro que, sempre com a retaguarda do J que faz a sua parte, dando-me algumas boas direções e aprovando o paladar final.
Talvez seja por isso q demorei para publicar a receitinha cá de casa, tão constante nas noites de domingo durante os invernos aqui do norte e, uma boa sugestão para os brasucas do sul que não param de reclamar do friozinho atual.


Aqui vai então... esta delícia de pedir por mais.
4 ingredientes básicos são mais do q suficiente para confeccionar o caldo dos céus.
Chouriço, couve galega (a couve verde do Brasil) cebola e batatas (eu uso tb alho)



Depois de dourar as cebolas e os alhos em um fundo de azeite, junto o chouriço cortado em rodelas e refogo para soltar os sumos e incorporar os sabores.


Acrescento então, batatas, couves cortadas em tirinhas finas e muita água.
Deixo cozer à pressão por 20 minutos.
(As couves vão ficar tão tenras ao ponto de se desfazerem na boca... humm)


Tiro da pressão, abro, reduzo as batatas a purê junto com um pouco do líquido (passo pelo mixer) e volto a verter dentro do caldo.
Deixo ferver mais uns minutinhos, acerto os temperos (sal e pimenta preta) e está pronto.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Cozinha Minimista


Mínima em armários
Mínima em área de trabalho
Mínima em utensílios

E como o pouco torna-se grande
Há aqui algumas peças que me são inseparáveis


Assim como não consigo cozinhar em cozinha alheia, também não vivo sem "certas coisinhas".
Para entender o apego de um virginiano é só reparar na lista abaixo... meia-duzia de coisas insignificantes que dominaram os meus gestos e reinam unânimes.


A anciã do Lar 
A minha colher de pau velha, mais velha não há
Já comprei muitas outras na tentativa de a substituir mas nenhuma conseguiu roubar-lhe o reinado
O Casal 
2 facas que afiam em segundos na perfeição.
Esta pequenina levo comigo (junto com o afiador) até qdo vou de férias... afinal, tem coisa pior do que tentar cozinhar sem faca afiada??? 
O Despreocupante 
Detergente de louça biológico
Protege-me as mãos (pois não uso luvas) e faço a minha pequena parte pelo ambiente.
A Tiraneuras 
Pano esponja... sempre a mão.


A Indispensável
Não sei como é q a chaleira elétrica não vinga no Brasil. 
A minha está sempre ali a postos, ao ladinho do fogão, fervendo a água em segundos.


O Magnânimo
Especieiro Magnético ao gosto do freguês
Finalmente, depois de anos a procura de uma solução para os "irritantes saquinhos de tempero" encontrei estas coisinhas fofas que deixam-me os temperos sempre a mão

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Soufle de Bacalhau


Comer bacalhau toda semana gasta neuronios
Afinal, haja criatividade desse povo para variar em tantas receitas com o "fiel amigo"
Sim, porque português come bacalhau no mínimo 1 vez por semana, 
e eu também não fujo à regra.
O soufle é só mais uma das muitas opções de variar e combinar a textura do bacalhau, 
por si só tão intensa, com os seus amiguinhos do coração: batatas, cebolas, pimentos e azeitonas... SEMPRE! 


Mas não se deixem enganar, pois aqui quem diz soufle, 
não está querendo dizer "acompanhamento", 
pois o soufle de bacalhau é perfeito como prato único para o jantar.


E aqui vamos nós novamente, dar um bom destino às partes menos nobres do bacalhau. Rabo, barbatanas, laterais espalmadas e tudo o mais que tiver um pouco de carne levo a ferver por 5 minutos, retiro (reservo a água), deixo esfriar, tiro todas as espinhas e desfio bem fininho com o grafo.


Refogo cebolas e alho picados em azeite, até o ponto de querer começar a dourar, junto então pimentos bem picados (pimentão vermelho) e deixo refogar para soltar os sumos.

Acrescento a seguir o bacalhau desfiado e incorporo tudo provando o sal, e temperando com um pouco de pimenta preta moida.


Acrescento então um pure de batatas feito com as batatas cozidas na água em que fervi o bacalhau (onde acrescentei um pouco mais de sal, caso necessário)
Já com o gás desligado, junto então uma gema de ovo e mexo bem.
De seguida, adiciono a clara em castelo (clara em neve), e incorporo novamente.



Coloco então o soufle numa assadeira de vidro, distribuo azeitonas por cima e levo ao forno médio até dourar... e que venha a mim o apetite!