sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A vida Muda - Rua de Antonio Candido


Porto é conhecida como a "Cidade das Camélias".
Entretanto, no final do inverno, algumas camélias Magnólias, inspiradas pelas semanas um pouco mais quentes que anunciam a proximidade da primavera, fazem-se notar aqui e ali, em quase todas as ruas, anunciando o início da nossa época multi-colorida (ou multicolorida?)


Recentemente tive que mudar a rua onde estaciono meu carro, pois a rua do Covelo esteve em obras e correram comigo de lá. Consequentemente fixei "parqueamento" na Rua de Antonio Candido. E é aqui que, minha nova amiga enche-me os pulmões de ar nas manhãs de fevereiro.


Assim como, também encheu-me os pulmões de brisa fresca nas manhãs de outono, distribuindo pelo chão as suas deliciosas folhas crocantes.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Coelho ao Vinho Branco com Alecrim


Divagações de um estômago Luso-Brasileiro

Uma das características fantásticas da cozinha mediterrânea é a sua variedade.
Sinto-me privilegiada em ter tido a oportunidade de variar o meu reduzido menú, que anteriormente resumia-se a vaca, frango e queijo, por esta quantidade enorme de carnes, peixes e temperos que encontrei aqui.
Os peixes são algo de divino, saborosos, variados, deliciosos ao extremo. Vou ao mercado e todos os dias, há uma bancada cheia de peixe fresco, saído do mar há menos de 8 horas.
As carnes também são igualmente exploradas. Para uma sul-brasileira que foi criada a bife de vaca boa (pois não há carne como a nossa) consolei-me em comer rodízios no Brasil e, do resto como aqui. Não gosto de porco mas adoro os enchidos e acho que, nestes quase 10 anos, não conheço nem 20% da variedade que Portugal oferece. Isto sem comentar no que há em Espanha, outra especialista em bons embutidos. 
Temperar e cozer com vinho tb foi uma novidade, assim como com a cerveja. Todo ingrediente muda e se transforma a depender do tempero. A-d-o-r-o!

Considerando ainda que, nos últimos 2 anos, cortei a 100% a lactose (exceto cabra) surpreende-me que o leite, para mim, é como se nunca tivesse existido.
Para muitos amigos estas receitas podem parecer meio "elaboradas" mas, a sério, é a nossa comidinha do dia-a-dia... fotografo enquanto preparo o jantar, sempre foi esta a minha intenção aqui, divulgar (ou organizar para mim própria) meu atual livro de receitas cotidianas.
E assim, em meio a estas descobertas e divagações, vamos indo e degustando.

A carne de coelho combina muito bem com vinho branco e alecrim
Este coelho foi preparado somente com perninhas, mas poderia ter sido um coelho inteiro, partido aos pedaços, ou somente peitos.
Preparei na véspera uma marinada com pernas de coelho, cebola, alho, sal, pimenta preta, alecrim fresco e cobri tudo com vinho branco seco. A qualidade do vinho interfere sim. Não é necessário ser um vinho de alta qualidade, mas tb poupem-me dos vinhos doces de Santa felicidade, né!



No dia seguinte, refoguei um pouco de cebola e alho em azeite onde dourei as perninhas de coelho e, na sequencia, juntei o tempero da marinada sem o líquido.


Deixei os temperos refogarem alguns minutos e então juntei o vinho da marinada e deixei cozer em fogo baixo até reduzir e engrossar o molho.


É difícil?
Nadinha... só se for difícil encontrar a carne de coelho por aí.

Para acompanhar, coringa para varias ocasiões, arroz branco com pinhões (pinólis)
(receita aqui)


Arroz de Pinhões (ou Pinólis)


Esta ideia é tão básica e simples quanto deliciosa.
Vai aqui um arrozinho cheio de charme para acompanhamento de carnes assadas ou cozidas.

Começo com um refogado de cebola e alho em azeite e, quando as cebolas ficam translúcidas, acrescento um pacote de pinhões (pinolis) e deixo dourar.


Junto então o arroz, sal e água e deixo cozer em fogo baixo até secar.
Desligo, mantenho abafado por alguns minutos e está pronto.


A minha proporção de arroz branco (tipo agulha) é sempre de 1 copo de arroz para 1 e 1/2 copo de água fervente. Considerem que eu gosto do arroz solto e sequinho