sexta-feira, 20 de maio de 2011

Massa a Lavrador


Comidinha de macho, já sugere o nome :)
Boa para encher o tacho e saciar a fome de um batalhão, a 
Massa a Lavrador é um prato que faz imenso sucesso por este Portugal que me rodeia.

Pode ter algumas variações quanto aos ingredientes utilizados entretanto, de comum, 
há sempre uma mistura de 2 ou mais carnes, legumes e a massa que é cozida no molho base.


Eu utilizo sempre uma dose generosa de cominhos moídos que, para mim, caracterizam o paladar intenso deste prato, ótimo para dias frios de inverno.


O primeiro passo é preparar uma panelada de molho base. 
Já digo panelada porque é impossível cozinhar pouco...
É como feijoada, onde a gente vai juntando um pouquinho de tudo e a panela quase transborda.

Utilizo três porções iguais de carne:
  • 200 gramas de carne de vaca
  • 200 gr de lombinho de porco
  • Um chouriço cortado as rodelas
Uma dose proporcional de feijão vermelho cozido com um pouco do molho da cozedura
Cenouras as rodelas
Couves aos pedaços


Refogo as carnes de vaca e porco em azeite, até dourar e secar os sumos
Acrescento então cebolas e alhos e deixo dourar novamente
Por fim junto o chouriço e deixo soltar os sumos

Já com os sabores das carnes bem incorporados, tempero com sal, pimenta preta, 2 folhas de louro e 1/4 de colher de sobremesa de cominhos moídos (vai a gosto)

Acrescento então algum molho de tomate e água.


Deixo ferver alguns minutos e junto as cenouras e couves para cozerem por mais 10 minutos
(As couves q utilizei aqui são chamadas "penca" e cozem rapidamente ficando tenras e adocicadas)

Por fim, acrescento os feijões e, quando tenho em casa, junto tb algum grão de bico cozido... deixo esta turma toda se auto-abraçar e está pronto o nosso caldo base para uma suculenta Massa a Lavrador.


Como já disse acima, é impossível preparar esta base em pouca quantidade, portanto lá vamos nós congelar umas doses para aqueles dias de pouco tempo ou paciencia para cozinhar.


Para finalizar, cozo a massa de grano duro ("penne" ou "fusilli") acrescentando agua na proporção suficiente para obter a cozedura desejada mas que ainda nos deixe uma boa quantidade de molho extra.


domingo, 15 de maio de 2011

Arroz de Polvo


Um arroz diferente de tudo, 
quase exótico para os meus padrões antigos,
quase popular atualmente.

A compra de um polvo geralmente envolve 2 refeições aqui em casa.
Como somos poucos e eu não gosto de polvos pequenos, com menos de 1 kg, costumo comprar um polvo por volta dos 2 kilos e cozo-o sempre já a pensar nas 2 maneiras de consumi-lo.

Uma delas vocês já conhecem daqui, da receita de Polvo Assado com Batatas e Alho
A outra vão presenciar mesmo agora:

Coze-se o polvo sempre da mesma maneira (ver aqui como cozer o polvo) considerando a única diferença de que acrescentei um copo de vinho tinto na água da cozedura, o que sempre dá um toque especial ao molho.

Depois de cozido, corto o polvo em pedaços, refogo alho e cebola no azeite sem deixar dourar, acrescento os pedaços de polvo e a água da cozedura coada (livre dos temperos).
Provo a água e verifico se é necessário juntar um pouco de sal.
Tb gosto de por um pouco de pimenta preta moída (meu vicio)



Após levantar fervura, junto o arroz (proporcional à qtdade de agua) e deixo cozer por 5 minutos.
Desligo e abafo a panela por mais uns 10 minutos para o arroz terminar a cozedura.
(ver aqui como fazer arroz no ponto de "arroz malandro")

Está pronto... é simples e muito bom, eu diria até "elegante"

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gnocchi do Jamie Oliver


Ou nhoque para quem é brasuca :)

Esta receita é polêmica... há mais blogs a fazer reclamações do que a elogiar
Eu acerteeeei... Eu acerteeeei... e ELOGIO com maiúsculas.
É como eu já disse por aqui, o Jamie dá dicas que são fundamentais.
No caso do Gnocchi a dica está em "assar as batatas" e no ponto da massa.
Assar as batatas retira a água e, consequentemente, a massa fica mais consistente, encorpada e saborosa.

De início, deixo aqui o link para o blog que me orientou na receita, já que no site do Jamie Oliver esta receita não está disponível.
Confesso ainda que, distraidamente, utilizei farinha de trigo qdo a receita indica farinha de milho ou sêmola de trigo. Fico com o compromisso, e a curiosidade, de testar com mais estas duas opções e depois conto, se der certo, claro!


Lavei e assei 7 batatas de tamanho médio até o ponto em que, espetando com um garfo, elas mostraram-se tenras.
Cortei ao meio, deixei arrefecer alguns minutos e raspei a polpa com um colher de sopa.


Numa taça deitei as batatas, transformei em purê com o garfo, acrescentei 1 gema, sal e pimenta a gosto... incorporei tudo e comecei a trabalhar a massa com as mãos numa base enfarinhada.


Peneirei a farinha abundantemente sobre a mesa e sobre a massa de batatas.
Com as mãos fui rolando a massa e incorporando a farinha até atingir um ponto em que se sente que já é possível moldar uns rolinhos com espessura de uns 2 cm mais ou menos.

Moldei cada gnocchi com as mãos cobrindo-os externamente com mais um pouco de farinha.
Amassei cada bolinha com a ajuda das pontas de um garfo e levei-os a cozer.

Obs.: Eu não tenho certeza de quanta farinha utilizei mas, posso garantir que foram mais de 2 chávenas cheias... talvez até umas 3... A gente tem que sentir que a massa não fique muito pesada nem que se vá desfazer. A melhor solução é moldar alguns e cozê-los para sentir a consistência... se estiverem muito moles é só adicionar mais farinha.

Cozi-os em uma panela cheia de água a ferver com 2 colheres de azeite e uma colher de sal.
Quando os gnocchis sobem a tona estão prontos para serem retirados.

Importante:
Nao deixar os gnocchis cozerem mais do que um minuto após subirem à superfície
Assim que retirá-los envolvê-los com o molho ou regá-los com um fio de azeite.
Não cozê-los todos de uma vez... ir colocando a ferver e retirando aos bocados.