segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bacalhau com Broa


Enfim cheguei lá, depois de algumas pesquisas, muitas opções e meia duzia de experiências, eu consegui decidir qual é "A Minha Receita de Bacalhau com Broa". 
Vou explicar: É que, se por um lado, há receitas de bacalhau que são confeccionadas sempre da mesma maneira, há também outras que podem ter inúmeras versões. O Bacalhau com Broa é uma das mais diversificadas que há... ainda não comi da mesma versão em todos os restaurantes e casas de amigos e parentes onde o provei.

Broa de Milho ou, Pão de Milho no Sul do Brasil (daqueles q a gente compra na feira)

Sequer sei se há uma receita dita "original", acho que não. 
Bom, então eu experimentei por um lado, errei por outro e no final, cheguei a esta versão que me agradou bastante, principalmente pela cobertura de broa que ficou super crocante e apetitosa.


O primeiro passo é preparar a broa que cobrirá o bacalhau.
Com as mãos esfarelo grosseiramente o miolo de uma broa de milho, junto alguns alhos esmagados, algum pó de colorau (pimentão doce), pimenta preta, sal e azeite. Vai tudo a olho e ao gosto. Incorporo todos os ingredientes mexendo com um garfo, provo e acrescento pimentos (pimentão) vermelhos picados, mexo novamente e reservo.


Cozo o bacalhau por 3 minutos em agua fervente, deixo esfriar um bocado e retiro as espinhas desfazendo a carne em lascas grossas.

Faço então uma fritada de cebolas em azeite (cortadas em meias luas grossas) e qdo estas estiverem douradas e já tiverem largado aquele sumo adocicado "maravilhoso", junto as lascas de bacalhau e deixo cozer mais uns 3 minutos.



Forro o fundo de uma assadeira com batatas cozidas cortadas em rodelas.
Faço uma segunda camada com a cebolada de bacalhau e
Cubro com o preparado de broa.


Levo ao forno até a crosta estar crocante... sirvo com azeitonas pretas.
Ai que fome!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sintra - Palácio da Pena


O Palácio da Pena está magnificamente bem situado no alto de uma montanha, rodeado de matas e com vista para todos os lados. Colorido, imenso, imponente e lindíssimo é um dos Palácios mais bonitos do mundo.


Já mais do que cansados, depois da saga na Quinta da Regaleira (ver aqui), no Palácio da Pena aproveitamos para passear nas áreas externas, admirar a vista belíssima de onde podíamos fotografar a vontade, já que no interior era proibido.

Proibido, proibido!!! Grande coisa! Com excessão do pátio interno, que era bem bonito, pouco me importei com a proibição afinal eu, particularmente não gosto de visitar o interior de palácios. O cheiro a velho provoca-me enjoos, não gosto dos ambientes frios e mal iluminados, dos móveis desconfortáveis e das salas e mais salas com cadeiras e mais cadeiras, sem nem um sofazinho que seja para dar um pouco de conforto.


Enfim, estes ambientes de palácio deprimem-me, falta energia lá dentro, a única parte que ainda aprecio e entra aqui, toda a minha curiosidade feminina, são os aposentos privados, como os banheiros ou os estábulos, as cozinhas e ambientes dos criados com seus apetrechos do dia a dia. 



Somente ali é que meus olhos espreitam por informação e minha cabecinha imagina o fervilhar de movimento humano da época.

Fora isto, poupem-me das pinturas e quadros dos parentes de sangue azul!

A única vez em que segui uma visita guiada e começaram a despejar nomes, datas e graus de parentescos dos retratos nas paredes, bastou para dar cabo do meu parco interesse.



Se bem que, justiça seja feita, o Palácio na posição em que está, espetado no cimo de uma montanha, tira-nos o fôlego a cada vista deslumbrante que temos das janelas. No final de tarde de domingo então, especialmente com aquele céu azul limpíssimo, dava pra ver desde o mar até Lisboa.





E foi assim, que encerramos nosso adorável percurso de 30 horas em Lisboa (ver aqui)... com um passeio rápido pelo centro histórico de Sintra e umas grandes mordidelas naquelas queijadinhas de perdição. (ver aqui)

Sintra - Quinta da Regaleira


O Domingo esteve ensolarado e quente o dia inteiro... aliás, o tempo foi nosso grande aliado nessas 30 horas em Lisboa... foram 4 atrações turisticas, 4 restaurantes e + de 500 fotos...
Não está fácil para organizar a informação toda, principalmente aqui, na Quinta da Regaleira




Mas então, o que é que a Quinta de Regaleira tem de tão fascinante? Tudo!
Não vou ficar aqui detalhando o que já está super bem explicado no site oficial (ver aqui)
Vou só tentar passar, através das imagens, alguns dos olhares que trouxe de lá. Digo alguns, porque a Quinta de Regaleira é um "exagero" de informação, que nos envolve numa avalanche de simbologias e referencias misticas por todos os lados


Não é um museu, não é um palácio, não é um parque... é, foi, uma residência particular cujo proprietário "divertiu-se" em montá-la ao seu "gosto e interesse"... não me atrevo a explicar nem a concluir qualquer coisa a respeito pois a visita guiada ficou a faltar. Estávamos com criança e queríamos passear e tomar sol, portanto, da próxima vez eu ponho os ouvidos a se esforçarem e aprendo mais a respeito.



Portanto, há Sintra e as suas matas, há a casa inserida no meio dessa paisagem invulgar e há os jardins da casa que nos envolveram por horas de passeio e descobertas. Desde a entrada, passando pela moradia até aos jardins, nada esta lá por acaso, tudo tem sua intenção e significado para além da beleza pura que, por sí só, já nos envolve por completo.


Nos jardins há torres, mirantes, escadas, fontes, pontes, grutas, túneis e muito para caminhar... a gente sobe e desce, anda e anda, olha e esgota, relaxa e se envolve...



A Árvore dos Livros... ou, quando o JM encontrou o seu lugar no mundo...


O Poço Iniciático...


Outros momentos do jardim, o povo perdido sem saber por onde ir e a nossa alegria cansada e cheia de fome por termos nos reencontrado...


Um dos Elfos do caminho e a entrada do restaurante... vamos almoçar?
(Ver Restaurante da Quinta da Regaleira)